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Neuroestimulador WAND, a esperança para o mal de Parkinson

Um novo neuroestimulador desenvolvido por engenheiros da Universidade da California em Berkeley, nos Estados Unidos, chamado de WAND, funciona como um "marca-passo para o cérebro", monitorando a atividade elétrica e, simultaneamente, fornecendo estimulação elétrica adequada a certas regiões do cérebro ao detectar alguma anomalia. Este dispositivo pode ser extremamente eficaz na prevenção de tremores ou convulsões debilitantes em pacientes com uma variedade de condições neurológicas como a epilepsia e o mal de Parkinson.


Mal de Parkinson: O neuroestimulador WAND promete acabar com tremores e convulsões causados pela doença

Canela de Velho
Imagens do WAND neuroestimulador desenvolvido por engenheiros da Universidade da California em Berkeley

Um novo neuroestimulador desenvolvido por engenheiros da Universidade da California em Berkeley, nos Estados Unidos, chamado de WAND, funciona como um "marca-passo para o cérebro", monitorando a atividade elétrica e, simultaneamente, fornecendo estimulação elétrica adequada a certas regiões do cérebro ao detectar alguma anomalia. Este dispositivo pode ser extremamente eficaz na prevenção de tremores ou convulsões debilitantes em pacientes com uma variedade de condições neurológicas como a epilepsia e o mal de Parkinson.

O WAND, que significa dispositivo de neuromodulação sem uso de artefatos, é sem fio e autônomo, o que significa que, uma vez que aprende a reconhecer os sinais de tremor ou convulsão, pode ajustar os parâmetros de estimulação por conta própria para evitar movimentos indesejados. E porque é um circuito fechado - o que significa que pode estimular e gravar simultaneamente - ele pode ajustar esses parâmetros em tempo real.

No mundo, mais de seis milhões de pessoas sofrem da doença de Parkinson, cujo sintoma mais visível são os tremores. É a segunda doença neurodegenerativa mais frequente após o Mal de Alzheimer. Outra doença que atinge mais de 50 milhões de pessoas por todo o mundo é a epilepsia, que é caracterizada por convulsões. É, segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos distúrbios neurológicos mais comuns.

Segundo Rikky Muller, professor assistente de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação em Berkeley; "O processo de encontrar a terapia certa para um determinado paciente é extremamente caro e pode levar anos. Com o WAND haverá uma redução significativa tanto no custo quanto na possibilidade potencial de melhora e acessibilidade ", afirma ainda o professor; "Queremos permitir que o dispositivo descubra qual é a melhor maneira de estimular um determinado paciente e fornecer-lhe melhores resultados. E só se pode fazer isso lendo e registrando as assinaturas neurais".

O WAND pode registrar atividades elétricas em 128 canais, ou de 128 pontos no cérebro, em comparação com oito canais em outros sistemas de circuito fechado. Para demonstrar o dispositivo, a equipe usou o WAND para reconhecer e atrasar movimentos específicos do braço em macacos rhesus. O dispositivo é descrito em um estudo que apareceu hoje (31 de dezembro) na Nature Biomedical Engineering.

WAND, funciona como um "marca-passo para o cérebro", monitorando a atividade elétrica e, simultaneamente, fornecendo estimulação elétrica adequada a certas regiões do cérebro ao detectar alguma anomalia.

Os sinais elétricos que precedem um tremor podem ser extremamente sutis, de modo que a frequência e a intensidade da estimulação elétrica necessária para evitá-lo são delicadas.

Para testar a eficácia do neuroestimulador WAND, a equipe de pesquisa usou-o para identificar e atrasar o movimento de um braço em primatas. O WAND é sem fio e autônomo, o que significa que, quando aprende a identificar sinais de tremor, ajusta os parâmetros de estimulação elétrica por conta própria para evitar movimentos involuntários.

"No futuro, nosso objetivo é criar dispositivos inteligentes que possam descobrir a melhor maneira de tratar o paciente e impedir que o médico tenha de intervir constantemente no processo", disse Muller. A equipe de engenharia espera trabalhar com médicos nos próximos passos para fazer "pequenos ajustes", mas alerta que ainda pode levar anos para que o dispositivo seja vendido.

Referências: UC Berkeley / BBC

Outros tratamentos enchem de esperança pacientes com Parkinson

 

Hospital Moriah: Cirurgia de Parkinson

A cirurgia de neuroestimulação para a doença de Parkinson, é indicada para os pacientes que não respondem ou não estão mais respondendo aos tratamentos medicamentosos.

O Hospital Moriah, localizado em São Paulo, conta com uma equipe de excelência focada no tratamento minimamente invasivo da Doença de Parkinson por meio da cirurgia funcional, que restabelece com estímulos elétricos ou técnicas ablativas as funções afetadas pela doença. Os benefícios para o paciente são imediatos.

Procedimento: Tratamento minimamente invasivo

Por meio de técnica minimamente invasiva, com o auxílio de imagens de tomografia e ressonância magnética dentro do centro cirúrgico, o cirurgião instala eletrodos que liberam estímulo elétrico, fazendo o papel da dopamina. Um marcapasso é implantado na região próxima ao ombro, sob a pele, para controlar o envio da descarga. O procedimento minimamente invasivo reduz os riscos inerentes à cirurgia e traz benefícios imediatos para a qualidade de vida do paciente.

Hospital Moriah
Endereço: Av. Moaci, 974 - Moema, São Paulo/SP, 04083-002
Telefone: (11) 5080-7800


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