Canela de Velho: Marca Registrada

Estudos preliminares sobre a planta Canela de Velho (Miconia albicans)

Estudos preliminares sobre a planta Canela de Velho (Miconia albicans)

Canela de Velho

Estudos com as folhas da Canela de Velho (Miconia albicans) seja extrato ou chá atestam sua ação anti-inflamatória, contra o desenvolvimento da neuropatia dolorosa, anti-nociceptiva (redução da capacidade de perceber a dor pelo cérebro) e a inibição da glicação protéica em diabetes. Extratos e compostos isolados da Miconia albicans, como triterpenos, flavonas e quinonas têm demonstrado potencial antibiótico, antitumoral, analgésico e anti-inflamatório. Também é de conhecimento popular seus efeitos contra doenças estomacais, intestinais e das dores articulares (artrose, artrite).

A Canela de Velho protege as células contra o câncer

O flavonoide, substância conhecida e valorizada por ser um poderoso antioxidante capaz de reduzir os radicais livres causadores de danos à saúde, foi encontrado por pesquisadores na Miconia albicans, planta do cerrado conhecido popularmente como Canela de Velho.
Também presente em alimentos como as frutas vermelhas e até mesmo no vinho, uma das principais funções dos flavonoides é prevenir ou retardar o desenvolvimento de alguns tipos de câncer. A Miconia albicans mostrou ter propriedades antimutagênicas, ou seja, a planta é capaz de proteger as células contra danos no DNA e previnir doenças como o câncer e a má formação no desenvolvimento do organismo.

Efeitos analgésicos da Canela de Velho (Miconia albicans)

Estudos comprovam os efeitos analgésicos dos extratos (hexano, cloreto de metileno e etanol) obtidos a partir das folhas de Miconia albicans (Canela de Velho) utilizando o teste de contorção e os modelos de placas quentes para a dor em camundongos. Os extratos de hexano e cloreto de metileno, administrados por via oral, produziu antinocicepção (redução na capacidade do cérebro perceber a dor) significativa no teste de contorção. Por outro lado, nenhum dos extratos teve um efeito significativo sobre o teste da placa quente, fato este, sugerindo atividades analgésicas periféricas presentes nas substancias das folhas da Canela de Velho.

Avaliação da segurança do uso do chá da Canela de Velho

Universidade de Fortaleza, Centro Universitário Christus, Universidade Estadual do Ceará

Este trabalho reporta a análise toxicológica do chá das folhas de Canela de Velho (Miconia albicans). Para avaliar a citoxicidade, Canela de Velho (0,1; 0,5 ou 1,0 mg/mL) foi submetido ao teste de letalidade frente aos náuplios de Artemia salina (n = 30/grupo). Em seguida, foi avaliada a ação de Canela de Velho (3,0; 10 ou 30 mg/mL; 20 µL; via oral) sobre a atividade locomotora do zebrafish (Danio rerio) adulto (n = 6/grupo) no teste de campo aberto. Passadas 24 h dos tratamentos em ambos os testes, a mortalidade foi analisada e a concentração que mata 50 % (CL50) dos náuplios ou zebrafish foi calculada. Canela de Velho não foi tóxico frente aos organismos testados e não causou comprometimento locomotor do zebrafish (Danio rerio) adulto. Os resultados são considerados importantes, pois apontam para a segurança no uso do chá de das folhas de Miconia albicans. Veja o estudo na íntegra