Canela de Velho: Marca Registrada

Estudos preliminares sobre a planta Canela de Velho (Miconia albicans)

Estudos preliminares sobre a planta Canela de Velho (Miconia albicans)

Canela de Velho

Estudos com as folhas da Canela de Velho (Miconia albicans) seja extrato ou chá atestam sua ação anti-inflamatória, contra o desenvolvimento da neuropatia dolorosa, anti-nociceptiva (redução da capacidade de perceber a dor pelo cérebro) e a inibição da glicação protéica em diabetes. Extratos e compostos isolados da Miconia albicans, como triterpenos, flavonas e quinonas têm demonstrado potencial antibiótico, antitumoral, analgésico e anti-inflamatório. Também é de conhecimento popular seus efeitos contra doenças estomacais, intestinais e das dores articulares (artrose, artrite).

A Canela de Velho protege as células contra o câncer

O flavonoide, substância conhecida e valorizada por ser um poderoso antioxidante capaz de reduzir os radicais livres causadores de danos à saúde, foi encontrado por pesquisadores do Departamento de Ciências Biológicas da Unesp de Bauru na Miconia albicans, planta do cerrado conhecido popularmente como Canela de Velho.
Também presente em alimentos como as frutas vermelhas e até mesmo no vinho, uma das principais funções dos flavonoides é prevenir ou retardar o desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Pesquisada e testada no Instituto de Química de Araraquara, a Miconia albicans mostrou ter propriedades antimutagênicas, ou seja, a planta é capaz de proteger as células contra danos no DNA e previnir doenças como o câncer e a má formação no desenvolvimento do organismo.

Outros estudos acadêmicos comprovam a ação medicinal desta planta, como a tese de doutorado defendida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (2010) sobre os ácidos triterpênicos ursólico e oleanólico, as duas substâncias naturais com potencial biológico encontradas na Canela de Velho (Miconia albicans). O ácido ursólico e seu isômero, ácido oleanólico, são amplamente encontrados nessa planta e têm sido frequentemente isolados como mistura isomérica. Nas últimas décadas muitos artigos foram publicados, mostrando o grande interesse e progresso no conhecimento destes triterpenoides. Isso se fez no isolamento e purificação de várias plantas, modificações químicas, pesquisas farmacológicas e estudos toxicológicos. Dentre as muitas atividades biológicas atribuídas a esses triterpenos encontram-se a analgésica, a anti-inflamatória e a antioxidante.

Em 1995, foi descrito pelo pesquisador chinês Liu, o sucesso obtido com o emprego do ácido oleanólico na China no tratamento das doenças hepáticas, incluindo hepatite aguda e crônica, bem como outras desordens hepáticas. Estes triterpenoides apresentam propriedade hepatoprotetora por meio de diminuição da necrose de células parenquimatosas do fígado, fibrose, prevenção da cirrose crônica e intensificação da regeneração do fígado.

Os ácidos ursólico e oleanólico são também conhecidos por apresentarem atividade antimicrobiana, antitumoral e anti-inflamatória. Adicionalmente o ácido oleanóico revelou atividade antialérgica e anti-HIV e o ácido ursólico é um composto supressivo útil para tratamento de artrite reumatoide com baixos riscos de problemas gástricos.

Outros usos de interesse na composição de bioativos naturais tem várias possibilidades de aplicações como farmacêuticas, nutracêuticas, cosméticas e em alimentos funcionais.

Efeitos analgésicos da Canela de Velho (Miconia albicans)

Estudos comprovam os efeitos analgésicos dos extratos (hexano, cloreto de metileno e etanol) obtidos a partir das folhas de Miconia albicans (Canela de Velho) utilizando o teste de contorção e os modelos de placas quentes para a dor em camundongos. Os extratos de hexano e cloreto de metileno, administrados por via oral, produziu antinocicepção (redução na capacidade do cérebro perceber a dor) significativa no teste de contorção. Por outro lado, nenhum dos extratos teve um efeito significativo sobre o teste da placa quente, fato este, sugerindo atividades analgésicas periféricas presentes nas substancias das folhas da Canela de Velho.

Avaliação da segurança do uso do chá da Canela de Velho

Universidade de Fortaleza, Centro Universitário Christus, Universidade Estadual do Ceará

Este trabalho reporta a análise toxicológica do chá das folhas de Canela de Velho (Miconia albicans). Para avaliar a citoxicidade, Canela de Velho (0,1; 0,5 ou 1,0 mg/mL) foi submetido ao teste de letalidade frente aos náuplios de Artemia salina (n = 30/grupo). Em seguida, foi avaliada a ação de Canela de Velho (3,0; 10 ou 30 mg/mL; 20 µL; via oral) sobre a atividade locomotora do zebrafish (Danio rerio) adulto (n = 6/grupo) no teste de campo aberto. Passadas 24 h dos tratamentos em ambos os testes, a mortalidade foi analisada e a concentração que mata 50 % (CL50) dos náuplios ou zebrafish foi calculada. Canela de Velho não foi tóxico frente aos organismos testados e não causou comprometimento locomotor do zebrafish (Danio rerio) adulto. Os resultados são considerados importantes, pois apontam para a segurança no uso do chá de das folhas de Miconia albicans. Veja o estudo na íntegra